Empresários veem com bons olhos o fim da plataforma e-Social

Sistema, que reúne informações trabalhistas, fiscais e previdenciárias, é classificado como excessivamente complexo e burocrático

A extinção da plataforma e-Social, usada há cinco anos para o controle de informações trabalhistas, fiscais e previdenciárias das empresas que atuam no Brasil, é vista com bons olhos pela maioria dos empresários. Isso porque o sistema eletrônico é considerado muito complexo e burocrático, além de apresentar algumas falhas.

Hoje, as companhias precisam preencher cerca de 900 informações no cadastro online para permanecerem regulares junto ao Governo Federal. A intenção é de que a nova tecnologia, que será implementada até a virada do ano, reduza esse número a 500 nos primeiros meses de atuação.

O presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Rio Grande do Sul, Célio Levandovski, afirma que boa parte dos dados são desnecessários. Ele ressalta que o sistema demanda tempo dos gestores e não cumpre a função de agilizar processos.

“Ela foi além da conta, esse é que é o problema. Ela pediu um volume de informações maior do que, talvez, a capacidade de processamento e de envio. Ela criou um canal e uma série de informações e algumas dessas, o próprio governo entendeu que estavam demasiadas, não teriam uma utilidade efetiva.”

Dados como, por exemplo, o número de título de eleitor e informações sobre segurança do trabalho estão entre os prováveis cortes a serem feitos nos próximos meses. A exceção, até agora, é o registro de acidentes dos trabalhadores - que continuará presente na relação de informações obrigatórias nos registros.

“Hoje o governo já tem uma série de outras informações, e acaba tendo uma certa redundância. E sim, tem condições de mandar essas informações de maneira mais simplificada, mas sem perder o conteúdo, a fidelidade das informações. A ideia é que tenha mais agilidade, seja mais amigável e racional. Esse é o objetivo que o governo, pelo menos, prometeu para a gente.”

As empresas de pequeno e médio porte não serão obrigadas a ingressarem no e-Social até o fim da remodelação proposta pela União. Já os empregadores domésticos estão permanentemente isentos de entrarem na plataforma. O novo sistema vai aproveitar as informações que já haviam sido lançadas no canal, para evitar a perda de investimentos.

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